A chave do tamanho

A Chave do Tamanho é um livro escrito em 1942 por Monteiro Lobato. Escrito em 3ª pessoa, com a presença de um narrador onisciente neutro, a história se revolve ao desejo “Filosófico-bom” (como diria e disse Visconde de Sabugosa) de Emília de acabar com a guerra ocorrente no momento, a 2ª Guerra Mundial. A história começa com notícias da guerra no Sítio do Pica-Pau Amarelo, Dona Benta se sensibiliza e Emília não aguenta isso, eis o motivo de ela ir ao Fim do Mundo, para a casa das chaves. Na casa das chaves, ela encontra várias chaves, mas sem etiquetas, com isso, ela usa o método de tentativa e erro. Entretanto, a primeira chave que ela puxa já causa a primeira ação dramática: ela desativa a chave do tamanho; os seres humanos perdem seu tamanho – o que a antes boneca infere de primeira.

Com a alteração do tamanho, ambas Emília e a humanidade têm uma complicação a superar e uma sociedade a reconstruir, dado que conceitos antigos não se aplicam mais, algo fortemente reforçado no livro e questionado pelos personagens da história. A narrativa na primeira parte do livro se baseia nas aventuras de Emília para a reunificação com a sociedade. A segunda parte se baseia no encontro da protagonista com Visconde de Sabugosa. A terceira e última parte se baseia na viagem de Emilia e Sabugosa pelo mundo para ver diferentes pontos de vista e trazer diferentes pontos de vista para a situação do “destamanhamento”, a fim de decidir se seria beneficiário para raça humana manter ou mudar a situação do tamanho.

Na primeira secção, Emília tem uma experiência com a vida da natureza (após desativar a chave do tamanho), e, aplicando os conhecimentos sobre evolução que ela aprendeu com seu Tutor, ela se adapta às complicações que se dispõem diante dela. Nesse contexto, ela usa o pó de pirlimpimpim para fugir de um pinto – o que gera a primeira ideia de antigos conceitos que não se aplicam mais, pensamento permeado por todo o livro -, transportando-a para Itaoca (o que não faz sentido, devido ao comportamento do pó anteriormente no livro), 6 km do Sítio. Lá ela conhece uma família que a reconhece dos livros de Monteiro. Desse encontro, a ideia de mudança de hábitos se concretiza com a morte dos pais dos dois personagens (Juquinha e Candoca) que vão ter um local na narrativa até o final do livro; mas também com a mudança de vestimenta dos humanos, que agora se baseia em enrolados de  algodão banhados em gema de ovo, algo que não atrairia gatos e outros carnívoros, mas atrai beija-flores; o que é refletido pela ex-boneca: o tamanho diminuto dos seres humanos tirou-os a vergonha. E Emília queria reverter a situação, então ela tinha de voltar ao Sítio.

No caminho do sítio, ela perde seus novos companheiros e acha Visconde de Sabugosa. Eles conversam sobre o problema do destamanhamento e decidem que o melhor jeito de decidir como a humanidade ficaria seria um plebiscito dos cidadãos do Sítio do Pica-Pau Amarelo. E Emília, muito sabichona, faz uma fazendinha no chapéu da espiga de milho falante. Enquanto voltam para casa, eles salvam os filhos dos fazendeiros e um senhor de terras vizinho.(Coronel Teorico), suposto perdedor de seus funcionários pelo canibal Rabicó. Quando chegam em casa, eles tem que ser furtivos sobre a culpa da boneca pelos acontecimentos, o que não funciona direito. Nesse contexto, Emília queria viajar pelo mundo para ver os efeitos dos seus devaneios, o que não diminui a suspeita sobre ela.

Apesar de tudo, Sabugosa viaja pelo mundo com sua mestra. Primeira parada: Alemanha; eles veem o efeito da chave em larga escala, um número gigante de panos está espalhado no chão. Em Berlim, eles procuram Hitler, que agora é retratado apenas como um fraco sem voz, apenas para ser guardado no chapéu do Visconde. Segunda parada: Japão; a situação é a mesma e o filho do sol é capturado. Terceira parada: Rússia; lá encontram o imenso exército russo e alemão embaixo de suas gigantes vestimentas porque morreriam congelados se não. Ultima parada: Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, há dois momentos, o primeiro, vemos a única civilização que se organizou embaixo das asas de um doutor; o que mostra a “superioridade americana”, baseada em minhocas e no Comunismo.No segundo, a dupla visita a casa branca, onde também há uma organização de americanos tentando reaver a situação, mas quando os brasileiros oferecem ajuda, eles querem os comprar para benefício da nação americana, que terá sede na cidade já pronta, baseada no consumo de minhocas. Mas Emília ainda queria decidir a questão do tamanho, então ela manda o presidente americano para o Sítio.

Finalmente, no Sítio, há a votação, as viagem do Visconde e da Emília se mostram desnecessárias, dado que os líderes da Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos não têm voz. E a votação empata no final 5 a 5 sobre a restauração do tamanho ou não, ainda assim, é decidido que os tamanhos voltarão.

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