Amarelo Manga – Uma Análise Crítica

Por favor, veja essa cena antes de ler a análise:

       Bom, hoje vamos falar de amarelo manga, filme dirigido por Cláudio Assis que basicamente é uma comédia, o que é a realidade das pessoas no Brasil em geral: baixaria, sujeira, corrupção, traição. A premissa do filme é essa realidade aplicada nas favelas, desde a traição de Canibal, para a compra de corpos para atirar de Isaac. A montage que acontece no final do filme, seguida de um discurso de Lígia, portanto, devia reforçar a mensagem recorrente do filme, no entanto, no entanto, ela apenas mostra as pessoas daquela camada da sociedade e seus cotidianos. Uma cena completamente deslocada do filme, até se olhar o contexto dela no longa e na própria linguagem cinematográfica deste.

       Amarelo Manga retrata atrocidades como o cotidiano das pessoas naquela situação “tudo acontece naquele dia… e aí vem outro dia e é sem parar”, Amarelo Manga retrata meta narrativamente o tão fora do mundo que é a realidade naquele lugar, vozes indo de over para in para off, de modo a nos colocar numa posição de estranhamento em relação ao filme, recurso já utilizado no teatro épico russo para engajar os espectadores socialmente, o que esse filme apesar de ainda ser uma comédia, tem o diretor ainda atingindo temas como tráfico de drogas, adultério, religião. Algo que pode afetar qualquer uma das pessoas da sequência, independente de raça, cultura ou tipo de trabalho. Mas que na verdade, a maioria espera que esteja ocorrendo, é preto, esperam que roube, usa roupas pequenas, é puta, e todos eles veem isso ocorrendo, sem ter a voz para falar contra, enquanto os atores têm a liberdade de falar e abusar das formas de linguagem, num discurso, numa mudança de origem da fala, com o objetivo de enganar a audiência, como esse e outros filmes enganam ao tentar retratar a vida dessas inocentes pessoas como uma baderna cheia de imoralidades.

       O que nos leva ao meu último ponto: a quarta parede, o filme não desconhece do martelo, nem da foice, mas essa é uma discussão pra outro dia, os até então figurantes olham para a câmera como se dissessem: “Figurantes só no filme ou também na vida real?”. O que reforça o ponto anterior ao voltar ao estranhamento da platéia, eles olham diretamente para o espectador, olhos pegando a projeção deles a partir do que foi mostrado antes, sem eles poderem falar nada, mas constantemente lembrando que aquilo não é a realidade, apenas uma história sobre a realidade.

 

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Instituir um Sistema Nacional de Educação

Instituir um Sistema Nacional de Educação: uma resenha

João Cavalcante José de Morais                                                                                                                                                                                  16 de Abril de 2018

 

Introdução:

  1. Texto: Instituir um Sistema Nacional de Educação: agenda obrigatória para o país.
  2. Escrito por: Ministério da Educação, Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino – SASE/MEC, Diretoria de Articulação com os Sistemas de Ensino.
  3. Texto Legal de Atualização.

O texto em questão foi desenvolvido pela SASE/MEC, a fim de refletir sobre o Sistema Nacional de Educação, e as consequências de sua ausência até recentemente. Ele se divide em 2 partes, uma introdução e 4 iniciativas para a concretização do SNE: algumas sugestões de alterações na LDB, uma parte sobre a Lei da Responsabilidade Educacional, uma outra discussão sobre as regras do financiamento na educação e, finalmente, outra discussão sobre a adaptação dos sistemas de ensino com as novas regras nacionais.

A fim de aumentar a qualidade geral da educação nacional, o artigo sugere que deverão ser propostos 4 pontos a serem especificados na LDB: a Base Nacional Comum Curricular, a Padronização na qualidade das estruturas e de funcionamento dos estabelecimentos escolares, a valorização profissional e a Gestão Democrática. A BNCC deve ser adotada para direcionar os cursos de licenciatura para preparar melhor os professores promovendo a diversidade na educação, a fim de atingir melhor a realidade de cada aluno. Para garantir a eficiência disso, devem ser propostos exames testantes dos professores e alunos, dado que apenas um registro fiscal não garante a efetividade desse investimento. Análogos a esses exames, devem ter alguns para garantir a qualidade dos ambientes escolares, haja vista a necessidade de lugares coesos e coerentes para a possibilidade do aprendizado. Possibilidade que não se há sem professores, que precisam de salários atrativos, formação inicial e continuada, e nenhum estigma sob sua profissão. Estigma que vem muito da população, que não está acolhida no ambiente escolar, porém devia a partir da negociação, participação e controle social, a fim de regularizar a educação com a realidade local. Para tudo isso, há de se haver a, já proposta na LDB, presença de um regime colaborativo e um financiamento de pelo menos 10% do PIB brasileiro.

Segundo a constituição federal, a educação é um direito subjetivo, de responsabilidade do estado. Para garantir isso, precisamos de uma colaboração nacional (Com fundos como a FUNDEB) e normas para regulamentar esta, propondo a discussão em fóruns atualizados e planos distritais, municipais, estaduais articulados com o Plano Nacional de Educação, para a concretização deste.

O financiamento da educação deve buscar mais equidade e efetividade em todos aspectos dos investimentos, haja vista o novo modelo de educação, o que é dificultado pela diferença de recursos econômicos em cada entidade nacional. Para tal, precisaríamos de uma reforma tributária, o que pode levar mais tempo do que até a estruturação do Sistema Nacional de Educação, considerando os novos acordos que deverão ser feitos e o crescimento econômico do país, o que é um desafio, dado o fim do FUNDEB em 2020. Outros quatro desse são alocar mais dinheiro da federação à educação, uma melhoria na gestão no sistema de ensino, planejar carreiras de acordo com o PNE, e colocar professores em áreas de menor atração, como o Norte e o interior do Nordeste, porque, para gerar uma atração, uma desigualdade é criada em relação aos outros profissionais, e surge uma noção de privilégio, o que atrapalha a fluidez do sistema. Com isso, temos uma disparidade entre o custo sobre a qualidade da educação e o valor de cada aluno anualmente, o que só poderá ser solucionado com um plano de ações articuladas, ligando assim o ciclo financeiro da educação com o ciclo nacional de planos para a alocação mais definitiva de recursos.

Mas não adianta muito ter todos esses pontos, se não tivermos uma realidade condizente, as leis federais devem se conectar com as estaduais e municipais, e vice versa, e é assim que os sistemas de ensino devem se comunicar e organizar entre si colaborativamente, prática prevista na Constituição Federal. Devido a essa conectividade, o Sistema Nacional necessariamente necessita do êxito dos Municipais e Estaduais para ter seu próprio, o que explica a não necessidade de uma regularização do próprio regime de colaboração.

Conclusão:

Em suma, o objetivo nacional é alcançar a equidade entre a educação dos alunos, não padronizando o conhecimento – a fim de negar alienação -, a igualdade entre o financiamento entre escolas, professores e funcionários, o aumento dos recursos alocados à educação, e um aumento e consistência na qualidade da educação. O que são propostas viáveis, se o país fosse homogêneo, e realmente tivesse um sistema de cooperação e colaboração politicamente, ao contrário do Brasil.

Um SNE é uma boa ideia para um controle maior do barco já cheio de furo que é o sistema hierarquizado aluno-professor, já provado ineficiente desde muito tempo atrás e colocado muito mais obsoleto com o advento de novas tecnologias de comunicação que tiram o respeito ao professor de cada aluno que vê algo dito pelo professor se provar falso com uma checada no Google. Mesmo com uma Base curricular que incite os alunos a escolherem o que eles querem estudar e aos professores o que eles devem estudar para se melhorarem, uma gestão colaborativa para a possibilidade de pessoas que não estudarem educação darem opiniões vazias sobre um tópico que o próprio sistema falhou com elas, e um financiamento prático que distribua o dinheiro necessário para o desenvolvimento do ensino, sem a constante corrupção, o modelo é falho, os alunos não aprendem, só decoram, as provas não avaliam, só fazem os penosos reproduzir algo que deveria ter uma aplicação na vida real (mas não ensinam isso), e se o indivíduo não se encaixar na pequena caixa de conhecimentos, que nem habilidades mede, ele está destinado à marginalização, ou se for uma família abastada, isso nem importa.

Por conta da falha do próprio método educacional, a infraestrutura do sistema, qualquer mudança na macroestrutura, proposta nesse artigo, não terá nenhuma mudança na real qualidade da educação brasileira. E o método não será mudado, porque o mercado de trabalho brasileiros ainda é beneficiado por ter máquinas de fazer provas, dado que importamos uma grande parte das inovações garantidas na Constituição Federal do exterior, e apenas as montamos e as reproduzimos ao nosso povo na esperança de uma fuga, ainda que momentânea, da realidade social e cultural do país.

A chave do tamanho: Uma análise

Monteiro Lobato

18 de abril de 1882, em Taubaté, Estado de São Paulo, nasce o filho de José Bento Marcondes Lobato e Olímpia Augusta Monteiro Lobato. Recebe o nome de José Renato Monteiro Lobato, que por decisão própria modifica mais tarde para José Bento Montaeiro Lobato desejando usar uma bengala do pai gravada com as iniciais J.B.M.L. Jucá – assim era chamado -brincava com suas irmãs menores Ester e Judite. Naquele tempo não havia tantos brinquedos; eram toscos, feitos de sabugos de milho, chuchus, mamão verde, etc… Adorava os livros de seu avô materno, o Visconde de Tremembé. Sua mãe o alfabetizou, teve depois um professor particular e aos 7 anos entrou num Colégio. Leu tudo o que havia para crianças em língua portuguesa. Em dezembro de 1896 presta exames em São Paulo das matérias estudadas em Taubaté. Aos 15 anos perde seu pai, vítima de congestão pulmonar e aos 16 anos sua mãe. No colégio funda vários jornais, escrevendo sob pseudônimo. Aos 18 anos entra para a Faculdade de Direito por imposição do avô, pois preferia a Escola de Belas-Artes. É anticonvencional por excelência, diz sempre o que pensa, agrade ou não. Defende a sua verdade com unhas e dentes, contra tudo e todos, quaisquer que sejam as conseqüências. Em 1904 diploma-se Bacharel em Direito, em maio de 1907 é nomeado promotor em Areias, casando-se no ano seguinte com Maria Pureza da Natividade (Purezinha), com quem teve os filhos Edgar, Guilherme, Marta e Rute. Vive no Interior, nas cidades pequenas sempre escrevendo para jornais e revistas, Tribuna de Santos, Gazeta de Notícias do Rio e Fon-Fon para onde também manda caricaturas e desenhos. Em 1911 morre seu avô, o Visconde de Tremembé, e dele herda a fazenda de Buquira, passando de promotor a fazendeiro. A geada, as dificuldades, levam-no a vender a fazenda em 1917 e a transferir-se para São Paulo. Mas na fazenda escreveu o JECA TATU, símbolo nacional. Compra a Revista do Brasil e começa a editar seus livros para adultos. Urupês inicia a fila em 1918. Surge a primeira editora nacional “Monteiro Lobato & Cia.”, que se liquidou transformando-se depois em Companhia Editora Nacional sem sua participação. Antes de Lobato os livros do Brasil eram impressos em Portugal; com ele inicia-se o movimento editorial brasileiro. Em 1931 volta dos Estados Unidos da América do Norte, pregando a redenção do Brasil pela exploração do ferro e do petróleo. Começa a luta que o deixará pobre, doente e desgostoso. Havia interesse oficial em se dizer que no Brasil não havia petróleo. Foi perseguido, preso e criticado porque teimava em dizer que no Brasil havia petróleo e que era preciso explorá-lo para dar ao seu povo um padrão de vida à altura de suas necessidades. Já em 1921 dedicou-se à literatura infantil. Retorna a ela, desgostoso dos adultos que o perseguem injustamente. Em 1945 passou a ser editado pela Brasiliense onde publica suas obras completas, reformulando inclusive diversos livros infantis. Com Narizinho Arrebitado lança o SÍTIO DO PICAPAU AMARELO e seus célebres personagens. Através de Emília diz tudo o que pensa; na figura do Visconde de Sabugosa critica o sábio que só acredita nos livros já escritos. Dona Benta é o personagem adulto que aceita a imaginação criadora das crianças, admitindo as novidades que vão modificando o mundo, Tia Nastácia é o adulto sem cultura, que vê no que é desconhecido o mal, o pecado. Narizinho e Pedrinho são as crianças de ontem, hoje e amanhã, abertas a tudo, querendo ser felizes, confrontando suas experiências com o que os mais velhos dizem mas sempre acreditando no futuro. E assim o Pó de Pirlimpimpim continuará a transportar crianças do mundo inteiro ao SÍTIO DO PICAPAU AMARELO, onde não há horizontes limitados por muros de concreto e de idéias tacanhas. Em 4 de julho de 1948 perde-se esse grande homem, vítima de colapso, na Capital de São Paulo. Mas o que tinha de essencial, seu espírito jovem, sua coragem, está vivo no coração de cada criança. Viverá sempre, enquanto estiver presente a palavra inconfundível de “Emília”.

A Chave do Tamanho

A Chave do Tamanho é um livro escrito em 1942 por Monteiro Lobato. Escrito em 3ª pessoa, com a presença de um narrador onisciente neutro. A história se revolve ao desejo “Filosófico-bom” (como diria e disse Visconde de Sabugosa) de Emília de acabar com a guerra ocorrente no momento, a 2ª Guerra Mundial. A história começa com notícias da guerra no Sítio do Pica-Pau Amarelo, Dona Benta se sensibiliza e Emília não aguenta isso, eis o motivo de ela ir ao Fim do Mundo, para a casa das chaves. Na casa das chaves, ela encontra várias chaves, mas sem etiquetas, com isso, ela usa o método de tentativa e erro. Entretanto, a primeira chave que ela puxa já causa a primeira ação dramática: ela desativa a chave do tamanho; os seres humanos perdem seu tamanho – o que a antes boneca infere de primeira.

Com a alteração do tamanho, ambas Emília e a humanidade têm uma complicação a superar e uma sociedade a reconstruir, dado que conceitos antigos não se aplicam mais, algo fortemente reforçado no livro e questionado pelos personagens da história. A narrativa na primeira parte do livro se baseia nas aventuras de Emília para a reunificação com a sociedade. A segunda parte se baseia no encontro da protagonista com Visconde de Sabugosa. A terceira e última parte se baseia na viagem de Emilia e Sabugosa pelo mundo para ver diferentes pontos de vista e trazer diferentes pontos de vista para a situação do “destamanhamento”, a fim de decidir se seria beneficiário para raça humana manter ou mudar a situação do tamanho.

Na primeira secção, Emília tem uma experiência com a vida da natureza (após desativar a chave do tamanho), e, aplicando os conhecimentos sobre evolução que ela aprendeu com seu Tutor, ela se adapta às complicações que se dispõem diante dela. Nesse contexto, ela usa o pó de pirlimpimpim para fugir de um pinto – o que gera a primeira ideia de antigos conceitos que não se aplicam mais, pensamento permeado por todo o livro -, transportando-a para Itaoca (o que não faz sentido, devido ao comportamento do pó anteriormente no livro), 6 km do Sítio. Lá ela conhece uma família que a reconhece dos livros de Monteiro. Desse encontro, a ideia de mudança de hábitos se concretiza com a morte dos pais dos dois personagens (Juquinha e Candoca) que vão ter um local na narrativa até o final do livro; mas também com a mudança de vestimenta dos humanos, que agora se baseia em enrolados de  algodão banhados em gema de ovo, algo que não atrairia gatos e outros carnívoros, mas atrai beija-flores; o que é refletido pela ex-boneca: o tamanho diminuto dos seres humanos tirou-os a vergonha. E Emília queria reverter a situação, então ela tinha de voltar ao Sítio.

No caminho do sítio, ela perde seus novos companheiros e acha Visconde de Sabugosa. Eles conversam sobre o problema do encolhimento e decidem que o melhor jeito de decidir como a humanidade ficaria seria um plebiscito dos cidadãos do Sítio do Pica-Pau Amarelo. E Emília, muito sabichona, faz uma fazendinha no chapéu da espiga de milho falante. Enquanto voltam para casa, eles salvam os filhos dos fazendeiros e um senhor de terras vizinho.(Coronel Teorico). Quando chegam em casa, eles tem que ser furtivos sobre a culpa da boneca pelos acontecimentos, o que não funciona direito. Nesse contexto, Emília queria viajar pelo mundo para ver os efeitos dos seus devaneios, o que não diminui a suspeita sobre ela.

Apesar de tudo, Sabugosa viaja pelo mundo com sua mestra.Na alemanha, Japão e Rússia, a dupla vê as mudanças na sociedade e saqueia seus líderes. Última parada: Estados Unidos. Nos Estados Unidos, há dois momentos, o primeiro, vemos a única civilização que se organizou embaixo das asas de um doutor; o que mostra a “superioridade americana”, baseada em minhocas e no Comunismo.No segundo, a dupla visita a casa branca, onde também há uma organização de americanos tentando reaver a situação, mas quando os brasileiros oferecem ajuda, eles querem os comprar para benefício da nação americana, que terá sede na cidade já pronta, baseada no consumo de minhocas. Mas Emília ainda queria decidir a questão do tamanho, então ela manda o presidente americano para o Sítio.

Finalmente, no Sítio, há a votação, as viagem do Visconde e da Emília se mostram desnecessárias, dado que os líderes da Alemanha, Rússia, Japão e Estados Unidos não têm voz. E a votação empata no final 5 a 5 sobre a restauração do tamanho ou não, ainda assim, é decidido que os tamanhos voltarão.

Ao decorrer do livro, é possível extrair o posicionamento político e social de Monteiro Lobato e suas relações com o Movimento artístico Modernista contemporâneo. Ao colocar a figura feminina como personagem principal e atuante, praticamente uma ditadora, ele aplica o feminismo extremo oposto aos conceitos Futuristas. Conceitos Futuristas que são contestados ainda na premissa do livro: o fim da guerra e a recuperação da sociedade velha, porque a nova não visa o conforto humano, e sim à destruição anarquista e às ditaduras comunistas. Algo que Monteiro critica desde sempre, muito marcado pelo seu posicionamento radical em relação à Semana de Arte Moderna de 22. Apesar disso, Monteiro não é completamente conservador, ele mostra alinhamento à corrente positivista da evolução e à dialética marxista, em que os humanos devem se adaptar à situação, confrontando o antigo modelo para dar espaço ao novo.

Tirando o foco do autor, Emília é uma personagem ambígua até certo ponto. Emília afirma que não é sem coração, chega a consolar sua avó, mas ao presenciar a morte e pensar na morte de humanos, ela demonstra um comportamento totalmente naturalista, cruzando a linha para um comportamento sociopata. Essa conduta chega até a ser apontada por seu companheiro sabugo, que a justifica como a conduta de um filósofo bom, o que mostra a subordinação dele por essa menina, a ponto de ignorar um genocídio maior do que seria com os resultados da guerra.

E como o livro termina do nada, a crise de casualidades causadas pelo encolhimento termina do nada, sem uma tese, sem uma conclusão, assim como essa dissertação (também chamada de Juízo de valor) sobre a ética desse livro;